sexta-feira, 5 de abril de 2013

FISCALIZAÇÃO DE BARES PRÓXIMOS A ESCOLAS

Na tarde da última segunda-feira, dia 1º de abril, o Promotor de Justiça da Infância e Juventude, Mauro Canto da Silva, esteve reunido, nas dependências do 9º BPM,  com o Comando da Polícia Militar, representantes de Escolas com sede no município e proprietários de estabelecimentos comerciais próximos às instituições de ensino.

Conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo 81, II: "É proibida a venda à criança ou ao adolescente de bebidas alcoólicas. No mesmo sentido, referida prática configura a contravenção penal descrita no artigo 63, I, do Decreto-Lei 3.688/41.

O assunto foi abordado como forma de orientação e conscientização acerca dos efeitos nocivos  da venda, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas a crianças e adolescentes.

A reunião mereceu destaque na edição de 2 de abril de 2013, do Jornal da Manhã:

"A fiscalização de bares próximos a instituições de ensino deve ser intensificada. O principal alvo será a venda de bebidas alcoólicas para menores, o que é proibido pelo Estatuto da Criança e Adolescente (ECA).
 Na tarde de ontem, o assunto foi pauta de reunião entre os proprietários dos estabelecimentos, representantes das escolas, Polícia Militar e Ministério Público.
O promotor da Infância e Juventude, Mauro Canto da Silva, explica que se for necessário a Câmara de Vereadores pode ser acionada para estudo de projeto de lei para que a atividade seja regulamentada, com restrição de horários para a venda de bebidas alcoólicas ou fixar perímetro de comércio próximo as instituições.
A necessidade de inspecionar os empreendimentos surgiu a partir da reclamação de alguns educadores.
“Durante as férias escolares, estive no Colegião e uma das reclamações dos professores daquele  estabelecimento era da incidência de adolescentes que chegavam para a aula - mais no período noturno - embriagados”, ressalta o promotor da infância e juventude, Mauro Canto da Silva.
Durante o encontro de ontem, os donos de bares e lanchonetes foram alertados sobre as consequências legais e a responsabilidade de cada um sobre o problema. “Os comerciantes foram orientados a não vender ou fornecer bebidas alcoólicas a  adolescentes e que, caso tenham dúvida sobre a idade, podem pedir que seja apresentada Carteira de Identidade. Se não apresentar, não tem venda. Orientei, ainda, que eles mesmos podem exercer a fiscalização dos outros estabelecimentos, pois enquanto sociedade tem responsabilidades na proteção de crianças e adolescentes”, defende.
A iniciativa foi aprovada por alguns donos de estabelecimentos. “Temos que parabenizar pela iniciativa. Nunca ninguém fez isso. Concordo que a venda para menor é o maior crime e isso desencadeia a possibilidade de usar outras drogas, como cocaína, crack...”, fala o empresário Rômulo Teixeira. Segundo
ele, o bar não é um local adequado para menores frequentarem. “Aqui se fala de sexo, homossexualidade.
Todas as vertentes são discutidas. Por ser um ambiente hostil, não gosto que fiquem aqui”, opina. 
O dono de uma lanchonete, Darlan Vieira Euzébio, pensa que a fiscalização será de grande ajuda para eles.
“Eu não vendo. Acredito que a fiscalização é a melhor medida. Tem que ser tomada atitude. Os pais também devem orientar os filhos. Já teve caso de pais chegarem aqui e autorizar a venda de bebida alcoólica ao filho, mas eu não vendi”, comenta.
O assunto também deve ser debatido com o Poder Executivo e Polícia Civil."

NOVA LEI OBRIGA OS PAIS A MATRICULAR CRIANÇA DE 4 ANOS NA PRÉ-ESCOLA

Repassando notícia extraída do portal Globo.com

Nova lei obriga os pais a matricular criança de 4 anos na pré-escola

Texto anterior dizia que matrícula era obrigatória a partir dos 6 anos.
Estados e municípios têm até 2016 para garantir oferta de vagas.
Do G1, em São PauloEscola de Aplicação abre inscrições para alunos da Educação Infantil (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Lei contempla a educação infantil (Foto:Reprodução/TV Liberal)

A versão anterior dizia que esta obrigatoriedade era a partir dos 6 anos. Mas, em 2009, uma emenda constitucional tornou obrigatório ao governo oferecer educação básica e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria.Segundo o Ministério da Educação, a lei publicada nesta sexta-feira é uma “atualização” da Lei de Diretrizes e Bases, de 1996, reunindo as emendas realizadas desde então.

O professor deverá fazer um registro do acompanhamento do desenvolvimento de cada criança. As crianças de 4 e 5 anos terão "avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental". Além disso, na pré-escola as crianças devem ter carga horária mínima anual de 800 horas, distribuída por um mínimo de 200 dias de trabalho educacional.
A alteração na lei torna mais específica ainda a educação para crianças e jovens com deficiência ou os chamados "superdotados". O texto anterior falava em "educandos com necessidades especiais". Agora, a redação diz "atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino". 


O governo federal publicou nesta sexta-feira (5), no “Diário Oficial da União”, a lei número 12.796 que altera a lei que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.  Como novidade, o texto muda o artigo 6º tornando "dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade". A matrícula dessas crianças pequenas deve ser feita na pré-escola. Estados e municípios têm até 2016 para garantir a oferta a todas as crianças a partir dessa idade.
Foi preciso então "incorporar" na lei o dever dos pais de matricular os filhos de 4 e 5 anos.
A nova lei "abraça" a educação infantil e estabelece as suas regras. Segundo o documento, a educação básica será dividida entre pré-escola, ensino fundamental e ensino médio. O currículo da educação infantil deverá ter uma base nacional comum que respeita as diversidades culturais de cada região. Isto já valia para o ensino fundamental e o ensino médio.


Acompanhamento, frequência e registro


O atendimento à criança deve ser de, no mínimo, 4 horas diárias para o turno parcial e de 7 horas para a jornada integral. E a pré-escola deve fazer um controle de frequência destas crianças, exigida a frequência mínima de 60% do total de horas.
Outra novidade no texto foi a inclusão de "consideração com a diversidade étnico-racial" entre as bases nas quais o ensino será baseado.


Educação especial


Em outro artigo, fica garantido que "o poder público adotará, como alternativa preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na própria rede pública regular de ensino, independentemente do apoio às instituições privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial."
Segundo o Ministério da Educação, entre 2005 e 2011, abriu 37.800 dessas salas, usadas para atividades individualizadas com os alunos especiais em horários além dos que eles passam na sala de aula comum, abrangendo 90% dos municípios do país. A pasta diz que espera contemplar 42 mil escolas com esse recurso até 2014.

AGORA NÃO...


quinta-feira, 4 de abril de 2013

DIREITO DAS CRIANÇAS ou DIREITO DOS PAIS?

No dia 24/03, o programa Fantástico, da Rede Globo, realizou reportagem em Santa Catarina, mais precisamente na Comarca de Gaspar, acerca de "Decisões polêmicas tiram filhos de pais e entregam a adoção" (clique aqui para assistir)

Uma das questões abordadas era a "agilidade" dos processos.

Não conheço os casos, nem muito menos a Magistrada. Não conheço a realidade da cidade de Gaspar, nem seus atores do Sistema de Garantias e Direitos da Criança e do Adolescente.

Utilizo deste espaço, justamente, para esclarecer que o processo de perda do poder familiar (antigo pátrio poder) é sério, deve ser conduzido com todas as precauções e, sim, deve ser célere. Afinal, o Estatuto da Criança e do Adolescente indica que esta ação deverá ser julgada em até 120 dias.

Quem já teve a curiosidade de ler o Estatuto - e não apenas papagaiar críticas - já se depara, no artigo 1º, com o seguinte norte: "Esta Lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente". 

Bingo! 

Doutrina da Proteção Integral! Em poucas linhas, essa nova sistemática veio romper o paradigma do Código de Menores, passando a tratar crianças e adolescentes como sujeitos de direitos e não mais como objetos. Aos "menores" reconhecem-se todos os direitos e garantias fundamentais conferidos aos adultos, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade (art. 3º)

Mas não desejo escrever sobre questões jurídicas. A área da infância e juventude é muito maior. Há necessidade do Sistema de Proteção conversar entre si, agir em rede, e, principalmente, ser eficaz.

O conhecimento jurídico não conta muito nesses casos. A Justiça não é a "salvadora da pátria", embora detentora da última palavra.

Quero chamar atenção ao fato de que a finalidade primeira de atuação é a criança e o adolescente.

Quando um adulto, desidioso ou não, põe-se a chorar em frente às câmeras, é natural que nós, adultos, nos coloquemos em seu lugar.

Mas eu pergunto: E as crianças? 

Se questionam qual a razão da celeridade e por que não foram dadas novas chances àqueles pais, eu respondo na tampa: porque é direito da criança conviver e ser criada no seio de sua família, sim, mas em ambiente livre de qualquer situação de negligência e risco como, por exemplo, "da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes" (art. 19 do ECA)

Quando se observa qualquer tipo de violação aos direitos da criança e do adolescente, entre em cena a rede de proteção. Aquela, retratada na postagem 

"SISTEMA DE GARANTIAS DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE" mais abaixo.


Conselho Tutelar, Escola, Saúde, Assistência Social, Ministério Público, Juizado da Infância, entre outros, iniciam seus trabalhos com o fim de proteger e deixar a criança ou adolescente a salvo de qualquer situação de risco que se encontre.

Há que ser feito um intenso trabalho na família natural, sem dúvida, mas ao se chegar a conclusão de que não a convivência da criança naquele seio familiar lhe é prejudicial, devem ser adotadas as medidas necessárias para sua proteção, entre elas, a última, que é a ação de perda de poder familiar.

A necessidade de uma intervenção precoce é verificada porque a criança não pode esperar. O tempo das crianças e adolescentes é diferente do nosso, do adulto, do egoísta.

Como dito acima, o prazo para findar uma ação de perda de poder familiar é de 120 dias, ou seja, 4 (quatro) meses. E quatro meses na vida de uma criança de um ano, por exemplo, significa um terço de sua existência!

Quatro meses, na vida da mãe, pai, avós, que colocaram aquele bebê em risco são apenas 4 (quatro) meses. Não faz diferença nem falta. É uma estação, um inverno ou um verão.

Ao enfrentar a problemática da Infância e Juventude, temos que nos despir de nossos preconceitos, paradigmas e, principalmente, egoísmo, de adultos, para nos colocarmos no lugar da criança, do adolescente, e observarmos, de fato, qual o seu melhor interesse.


Mauro Canto da Silva
Promotor de Justiça


terça-feira, 2 de abril de 2013

MPSC seleciona estagiários de Direito e pós-graduação


O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu processo seletivo para credenciamento de estagiários de graduação de Direito e para estagiários de pós-graduação nas áreas de atuação da instituição, desde que graduados em Direito. O processo tem caráter exclusivamente eliminatório e visa a complementar cadastro de estudantes qualificados para estágio na Procuradoria-Geral de Justiça e nas 112 comarcas do Estado.
O credenciamento anterior, com resultado homologado em novembro de 2012, foi prorrogado por mais seis meses, porém como vários candidatos já foram chamados, o novo processo irá complementar cadastro de estudantes qualificados para estágio.
Atualmente, existem 242 vagas não ocupadas para estagiários de graduação em Direito e 86 para estagiários de pós-graduação. Mesmo nas comarcas nas quais não há vaga para contratação imediata, o cadastro
será complementado com o novo credenciamento para preenchimento das vagas que porventura vierem a abrir.
O valor da bolsa de estágio de graduação, com jornada de 20 horas semanais, é de R$ 630,00. Já a bolsa de estágio de pós-graduação é R$ 1.934,97 para 30 horas semanais. Ambas são acrescidas de auxílio-transporte no valor de R$ 67,50.
Os editais foram publicados no Diário Oficial Eletrônico do MPSC, e as inscrições - que serão feitas exclusivamente via internet, no portal do MPSC - vão de 25 de março a 12 de abril. A taxa de inscrição para ambos é de R$ 20.
Os candidatos deverão passar por prova escrita e redação, que serão realizadas no dia 5 de maio em 18 cidades sedes de circunscrições do Ministério Público catarinense e em mais 15 comarcas. A seleção final dos estagiários será feita através de entrevista com os candidatos aprovados. Mais informações nos editais dos processos seletivos.
Os estagiários do Ministério Público auxiliam os Promotores e Procuradores de Justiça - cuja função é fiscalizar o cumprimento da lei e defender os direitos da sociedade - nas atividades processuais e administrativas.
O Ministério Público - instituição independente do Poder Judiciário, do Poder Executivo, do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas - trabalha pela proteção dos direitos individuais indisponíveis, como o direito à vida, à liberdade e à saúde; e os direitos difusos e coletivos, que dizem respeito a todos, como a proteção do meio ambiente, do consumidor e do patrimônio público.


Redação: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO

Hoje, 2 de abril, comemora-se o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

Mais informações podem ser encontradas no site da AMA - Associação Amigos de Autista, de Criciúma, como, por exemplo, o texto publicado abaixo.

Link: http://www.amigosdoautista.com.br














AUTISMO - TRANSTORNO INVASIVO DO DESENVOLVIMENTO

O Autismo é visto com o uma inadequacidade que se manifesta de maneira grave por toda a vida. É encontrado em todo o mundo e, em famílias de qualquer configuração racial, cultural ou social.
Os sintomas podem ser verificados pela anamnese, observação comportamental, exames ou entrevistas com o individuo e familiares. Os sintomas do autismo abrangem:

1. Distúrbios no ritmo de aparecimento de habilidades físicas, sociais e lingüísticas;
2. Reações anormais às sensações. As funções ou áreas mais afetadas são: visão, audição, tato, dor, equilíbrio, olfato, gustação e maneira de manter o corpo.
3. Fala ou linguagem ausentes ou atrasados. Ritmo imaturo da fala, quando surge, restrita compreensão de idéias. Uso de palavras sem associação com o significado.
4. Relacionamento anormal com objetos, eventos e pessoas. Respostas não apropriadas a adultos ou crianças. Uso inadequado de objetos e brinquedos.

Existem formas mais graves onde crianças com autismo podem apresentar comportamento destrutivo, auto –agressivo e forte resistência à mudanças. Há ainda crianças com níveis de inteligência mais preservados, onde é possível observar determinadas habilidades bastante desenvolvidas, as quais podem constituir verdadeiros talentos relacionados a sensibilidade musical, habilidades matemáticas, memorização, desenhos e pinturas, dentre outros.
O portador de transtorno autista estará portanto, segundo Bereohff (1997), mais favorecido se em seu tratamento for dedicada atenção à interdisciplinaridade, se houver um consenso na investigação e ação entre as diversas áreas de estudo e interesse, tais como a farmacologia, a psicoterapia, a educação, a fisioterapia, a fonoaudióloga, a terapia ocupacional, o acompanhamento médico e, principalmente, o apoio ativo dos pais, dado que o transtorno prejudica várias áreas do desenvolvimento de forma, inter-relacional.

Não existe uma medicação para a cura do autismo, pois até hoje não se conhecem as causas de sua existência. Existem medicações apenas para administração dos sintomas do autismo. Os autistas tem potencialidades à serem trabalhadas com um bom desempenho educacional em conjunto com uma boa equipe multidisciplinar e o apoio integrado com pais.
E.E.Meu mundo da AMA-REC/SC tem como objetivo principal de sua existência, lutar por uma vida mais digna para as pessoas com autismo. Neste sentido, acreditamos que somente uma ação conjunta com a colaboração e aceitação da sociedade empresarial civil e organizada será possível provocar uma mudança, humana/construtiva capaz de fazer a grande diferença no desenvolvimento dos autistas que como todos, tem uma missão à cumprir e compete à uma humanidade apoiarem-se mutuamente, nesta caminhada terrestre rumo ao futuro.
A primeira descrição de Autismo dado por LeoKanner em 1943, define o Autismo como “distúrbio Autístico do contato afetivo”.

O autismo é inapto para estabelecer relações normais com o outro. Tem atraso na aquisição da linguagem q quando ela se manifesta apresenta uma incapacidade no valor de comunicação. Às vezes, dão provas de uma memória notável em algumas áreas específicas, outras vezes apresenta esteotípias gestuais e tem uma necessidade imperiosa de manter imutável seu ambiente material.

Em contraste a esta situação, fisicamente apresentam um rosto inteligente, um porte altivo numa aparência física normal.
Para quem convive com autistas é comum observar extremos. Num certo momento são tão inteligentes, exigentes e seguros de si, logo á seguir com ou mesmo sem uma razão aparente, ou saltitam como crianças, mesmo sendo adultos e com peso superior a medida, ou passam pelas pessoas sem as perceberem realmente. As vezes se isolam e falam baixinho ou riem sem motivo, olhando não se sabe-se quem ou onde. Outras vezes se automutilam, se auto agridem, ou tornam-se agressivos ao que lhe vem pela frente (sejam pessoas, animais, ou coisas, não importa o que).
São imprevisíveis e tem a capacidade de transportar quem lhe convive a outro, da esperança ao desespero. Quando concentrados e atentos, todo o aprendizado é possível e quando um conhecimento ou experiência foram aprendidos jamais será esquecido.

Os autistas apresentam sinais comuns essenciais ao diagnóstico, sinais específicos de cada um, o que explica as variações individuais. Apresentam distúrbios cognitivos e sensoriais.

A medida que crescem e se desenvolvem podem desenvolver uma maior ligação com o outro. Mas as relações sociais permanecem superficiais e imaturos a comunicação verbal é patológica. A expressão é anormal, a compreensão da linguagem é muito limitada. Poderão entender e seguir uma instrução simples, mas, perdem-se numa instrução mais complexa.

Experimentam uma necessidade de imitabilidade que se manifesta por uma resistência marcada a mínima mudança no ambiente habitual do autista.

Seus jogos, ou seu brincar é mecânico, sem criatividade ou imaginação, excercendo normalmente repetitivos (ex: enfileirar materiais de alguma coleção, rolar um canudo ou caneta entre os dedos, acender apagar a luz, etc..).
Tem apego exagerado a um objeto em particular que guardam o tempo todo e reagem quando lhes for retirado.
Alguns autista com expressão verbal tem preocupações inabituais e respectivas, usados em local e hora inadequados. Fazem perguntas esteotípias e esperam uma resposta precisa e sempre idêntica. Alguns autistas demonstram uma memória notável fotográfica, para lista de nomes históricos, poemas as vezes ouvidas há anos antes e reproduzidas com exatidão neste momento.

O paradoxo maior encontra-se naqueles capazes de fazer cálculos mentais com grande rapidez, o que parece desenvolver-se entre 4 e 7 anos, segundo (Rutter, 1978). As estereotipias são variadas e se processam em determinadas horas do dia, agravar-se em momentos de ansiedade. A autismo torna-se visível até os 30 meses, quando normalmente os pais, espontaneamente ou por indicação de parentes e amigos, percebem que seu filho não atingiu um determinado estágio de desenvolvimento (ex: linguagem ou a socialização. Nestes casos, somente uma boa reconstituição dos primeiros anos de vida poderá revelar os sintomas presentes mais cedo).

Podem apresentar uma atividade ou uma hipoatividade ou o mito de ambos com relação as estimulações demonstrando um déficit sensorial (ex: procura para diagnostico de surdez, quando não há surdez ou qualquer outro déficit primário de percepção).

Fenômenos – ás vezes não tem reações á objetos passando por cima destes, como se não tivesse percepção visual ou tátil, as vezes, fixam o sol ou a lâmpada, as mãos e objetos próximos, fixamente. Depois em determinados momentos, assustam-se com uma luz ou com a defrontação de um novo objeto.

Durante os dois primeiros anos de vida, podem não reagirem aos fenômenos dolorosos como cortes, quedas, injeções. Depois, podem ter uma reação excessiva ao toque,á dor ou a temperatura. Podem ocorrer, em algumas crianças aversão insuportável ao toque de um tecido particular.

A criança autista girando por longos períodos nunca tem vertigens (nistagmos), pois, mesmo com as estereotipias motoras pode ocorrer o fato de girar a cabeça ou se balançar, porem demonstra aversão pelas estimulações vestibulares induzidas como elevador, escada rolante e carros. São reações variadas que podem partir de um extremo ao outro e também, podem ser intermediarias entre um ponto e outro.

Contudo são essas variações que se tornam uns totalmente diferente de outros, dificultando um diagnóstico e imediato e tornando necessário o atendimento individualizado. O autismo continua sendo uma incógnita como uma casa numa montanha. É visualizada por muitos mas, o seu interior continua uma incógnita subir a montanha, é praticamente impossível, além da altura é predegosa, escorregadia. No entanto alguns alpinistas já conseguiram aproximar-se e abrir algumas fendas na rocha íngreme que contorna a casa.

Já é possível visualizar uma janela semi aberta como se lá dentro houvesse um alguém desconhecido á espreitar quem se aproxima desta casa tão bem protegida , alheia á tudo e a todos mas, tão triste e solitária que chega a ser angustiante.
Assim é a prisão autística destes anjos que tem reações inconscientes que intrigam e , ao mesmo tempo induzem a todos que os conhecem, a refletir sobre as próprias reações consciente. Este é apenas um lado da incógnita do autismo que continua firme lá, na altura da montanha, distante da nossa realidade, mas bem próxima do infinito.

Queres conhecer o autista? Procure a AMA.
Queres aceitar o desafio da escalda desta montanha? Procure a AMA.
Podes conseguir abrir um novo caminho nesta montanha? Venha caminhar conosco, junte-se a AMA! Precisamos de você.
ESTATÍSTICA
Incidência de Autismo:* 1 em cada 175 nascimentos * 4 meninos para 1 menina* Todas as classes sociaisRev Americana “Time Magazine” – Mai./02
ESPECTROS MAIS CONHECIDOS DE AUTISMO
* Síndrome de Angelman;* Síndrome de Asperger;* Síndrome do X Frágil;* Síndrome de Landau Kleffner;* Síndrome de Rett;* Síndrome de Prader –Willi;* Síndrome de Willians;* Hiperlexia;* Entre outros.
ADOLESCÊNCIA
As complicações do autismo tendem a ocorrer na puberdade e no inicio da adolescência. Nesta época há um aumento da incidência de convulsões, graves crises de comportamento caracterizados por comportamentos regressivos, impulsivos e agressivos , além de depressão.

As convulsões ocorrem em 20% a 28% dos casos, e o risco de ocorrência é maior nos autistas com retardo mais grave. As crises de comportamento manifestam-se de várias maneiras inclusive violência, agressividade, automutilação, exacerbação do distanciamento autista e dos rituais compulsivos e perda de habilidades adquiridas e de comportamentos adaptativos. Muitas vezes são impossíveis de serem manejados em casa e requerem hospitalização ou institualização. Depressões são freqüentes em autistas menos comprometidos e de melhor nível de funcionamento e, nestes casos o suicídio é um risco grave. (Edvard M. Ornitz – pg131).
DIAGNÓSTICO
Para auxiliar no diagnostico do autismo infantil é útil pensar em termos de subconjuntos de sintomas.

• Distúrbios do relacionamento interpessoal – são comportamentos que indicam uma dificuldade precoce de desenvolver relacionamentos interpessoais como: ausência ou deficiência no contato olho a olho.

- atraso ou ausência de sorriso social.
- Atraso ou ausência dos movimentos de antecipação para ser pego no colo.
- Aparente aversão ao contato fisco.
- Tendência a interessar-se por partes de outra pessoa (pé ou mão) de interessar pela outra pessoa.
- Ausência de interesse em brincar com os outros, e preferência pelo isolamento.
- Distanciamento persistente dos outros. Quando crianças , há incapacidade de participar de uma brincadeira ou de partilhar um brinquedo com o outro e, quando maiores este distúrbio se manifesta na incapacidade de empatizar sensações ou interesses com os outros.
COMO TRABALHAR COM AUTISTAS

DISTURBIOS DE COMUNICAÇÃO E LINGUAGEM

O inicio do desenvolvimento da linguagem caracteriza-se por mudez ou ecolalia. A fala não é usada para comunicação com ausência ou pobreza de comunicação não-verbal. Na maioria dos pacientes, nem a expressão facial e nem os gestos são usados como formas de comunicação. A fala para fins de comunicação, quando ocorre, não apresenta diferentes entonações, é arrítimica, sem inflexões e não transmite emoções. Em crianças autistas, mais velhas a comunicação é pouco espontânea e original.

CODISTURBIOS EM RELAÇÃO A OBJETOS

As crianças autistas de pouca idade usam objetos inanimados quase que exclusivamente para gira-los ou sacudi-los. Mostram uma tendência para enfileirar ou arrumar esses objetos sempre da mesma maneira, dando a impressão der querer manter seu ambiente sempre igual, sem variações. Mais tarde passam a fazer uso ritualizando desses objetos em atitudes repetitivas. Apresentam graves deficiências nas brincadeiras simbólicas e são incapazes de usar brinquedos e outros objetos de forma imaginativa.

DISTURBIOS DA MODULAÇAO SENSORIAL
A incapacidade de modular adequadamente os impulsos sensoriais é bem mais evidente quando são mais novos. Todas as modalidades sensoriais estão afetadas e a modulação adequada dos impulsos sensoriais manifesta-se tanto por falta de reações quanto por reações exageradas acompanhadas de auto-estimulação sensorial.
A hiporreatividade a estímulos auditivos evidencia-se pelo aparente descaso tanto a comandos verbais quando a ruídos fortes. Barulhos súbitos que poderiam assustar qualquer um; para os autistas pode não acontecer nenhuma reação. Em termos de visão, a criança pode ignorar a presença de novas pessoas na sala ou objetos em seu ambiente e passar por cima deles, como se não existissem. Às vezes, deixam cair objetos colocados em suas mãos, como se não tivessem percepção tátil. Estímulos dolorosos, como pancadas, cortes e contusões freqüentemente são ignorados.
No entanto também pode ocorrer o contrário, com reações exageradas à estes mesmos estímulos sensoriais. Podem apresentar uma percepção muito aguçada em detalhes ao ponto de se distraírem e as vezes, uma sensibilidade muito aumentada em estímulos sensoriais que elas próprias buscam e induzem. Alguns distúrbios de mobilidade podem produzir intensa estimulação sensorial. Para introduzirem estímulos auditivos esfregam, batem ou ficam puxando as orelhas, rangem os dentes ou aranham, batem e “batucam”, em superfícies.
Em termos de visão, elas ficam olhando os movimentos de seus dedos e suas mãos e observam fixamente, os detalhes das superfícies. Estímulos são obtidos por movimentos do corpo, em balanços para frente e para trás e para os lados ou por movimentos circulares da cabeça. Contrastando com a busca de estímulos sensoriais, existe um paradoxal desconforto causado por estímulos em todas as modalidades sensoriais. Podem agitar-se com o som de sirenes, aspirador de pó, liquidificador, latidos e chagam a tapar os ouvidos para evitar a intensidade desse sons e, as vezes reagem igualmente à ruídos leves como o simples ruído de amassar um papel.
Mudanças bruscas de iluminação ou encontro inesperado com um objeto também podem provocar as mesmas reações de medo demonstradas anteriormente. Quanto ao tato, podem demonstrar aversões a determinados tecidos como a lã, Poe exemplo. Normalmente preferem superfícies lisas (seda, cetim). Nos dois primeiros anos de vida, até a alimentação com consistência áspera, normalmente provoca mal-estar.
Aversão a estímulos vestibulares podem ser induzida por lutas de brincadeira ou até andar em elevador. Os distúrbios de modulação sensorial e de mobilidade ocorrem principalmente entre 24 e 60 meses de idade.
Exemplos: tanto a hipo-reatividade , quanto a hiper-reatividade a sons também são considerados como sintomas dos distúrbios de linguagem.
DISTURBIOS DA MOBILIDADE

Ocorrem principalmente em crianças de pouca idade. Os maneirismos são complexos, ritualísticos e estereotipados e não parecem ser totalmente voluntários, ocorrendo de forma intermitente ou continua. Diversos movimentos dos dedos das mãos na frente dos olhos podem-se transformar num movimento estereotipado e repetitivo. A criança flexiona ou estende os dedos ou as mãos ou alterna a provação e superação do antebraço. O andar nas pontas dos pés ocorrem em estações de excitação quando começam a nadar em círculos ou como modalidade exclusiva do caminhar.
Movimentos bruscos do tronco ou de todo o corpo aparecem, muitas vezes acompanhados por movimentos giratórios e pancadas na cabeça, embora com esta atividade motora, bastante perturbada, as crianças autistas não são, necessariamente hipertivas, apesar de em alguns casos a hiperatividade seja o sintoma mais importante. Em crianças ainda podem ocorrer episódios súbitos e breves de imobilidade.
Condições associadas ao autismo – as principais condições patológicas encontradas associadas ao autismo são: retardo mental, síndromes cerebrais orgânicas (com ou sem convulsões) e uma historia de ocorrências anormais nos períodos pré e neonatal.

PRINCIPAIS ASPECTOS A SREM CONSIDERADOS
1. A comunicação (receptiva e expressiva);
2 . A atenção e concentração;
3 . O comportamento;
4 . As AVD’s
A programação será introduzida a medida que o desempenho da pessoa permitir.
COMUNICAÇÃO
* Principal meta;* Dela consigo mesma, com as pessoas, com o mundo, com os acontecimentos e com os objetos;* A mais fácil é com os objetos porque eles não mudam;* A linguagem verbal normalmente não faz sentido para autistas;* Outras formas de comunicação precisam ser encontradas;* O autista tem mais chance de aprender o significado se usarmos poucas palavras e sempre as mesmas;* É importante ensiná-los a usar gestos;* Muitas tentativas de comunicação não são percebidas pelos padrões sociais;* A pessoa que interage com ele deve ser sensível capaz de um processo de empatia;* Emitar um gesto estereotipado, as vezes funciona para estabelecer contato;* Porém estimular para que ele se comunique;* Devemos estar atentos para as oportunidades;* Sempre observar e estudar o desempenho da criança;* Para conseguir contato as vezes são necessárias atitudes extremas.
Ex: Apagar a luz e iluminar o rosto, colocá-lo na cadeira de um jeito que não possa fugir e segurar o rosto...
A ATENÇÃO
* A falta de atenção pode estar ligada a causas fisiológicas ou neuropatológicas.* Como educadores devemos tentar:
- Manipular a hiperatividade;
- Intervir para reduzir o alheiamento;
- Estimular as percepções sensoriais;
- Sensibilizá-lo para o seu próprio corpo;
- Guiando-o através de ajuda física p/ que execute movimentos;
- Promover a focalização do olhar;
- Eliminar possibilidade de distração;
- Explorar motivação;
- Aprofundar interações
(Ex. tirar um objeto de suas mãos e devolvê-lo em seguida, aumentando gradativamente o tempo de retenção do objeto para ver se ele procura.)
*   As atividades precisam proporcionar sucesso a curto prazo, caso contrário não estimularam novas tentativas;*   A música é um elemento muito importante;*   A percepção auditiva dos autistas é muito peculiar;*   Os autistas são muito seletivos, assim uma figura c/ muito pormenores poderá confundi-lo; *   Assim precisamos começar com um sentido ou percepção para depois fazer outras integrações;*   Por esta razão o professor deve ficar por trás do aluno, enquanto vai surgindo as atividades e dando ajuda física necessária. 
COMPORTAMENTO
- Os autistas costumam ter comportamentos que dificultam sua integração social. Podem apresentar negativismo tão acentuado que se recusam até sair do chão, a sentar-se ou a comer;
- Mas, nenhum comportamento é eterno;
- As vezes este comportamento estranho é a única maneira de expressão, de se sentirem vivos. Pela dificuldade de comunicação custam a aprender e manifestar outras maneiras.
- Para tentar controlar os problemas de comportamento devemos:
* Limitar as oportunidades para que os problemas aconteçam;
* Analisar o comportamento atípico;
* Planejar a atitude face o problema e verificar que todas as pessoas tenham a mesma postura;
* Manter consistência e coerência;
* Redirecionar se for necessário mas só após consulta ao grupo;
* Fomentar um comportamento alternativo para substituir o indesejável como estratégia de passagem para alcançar o comportamento desejado;
* Manter registro das observações para não perder de vista a evolução do caso;
* No caso de auto-agressão, considerar a possibilidade de tratar-se de falta de estímulo ou incapacidade de responder ao estímulo;
* Reforçar positivamente os bons comportamentos, quando não existirem dar um intervalo nos demais comportamentos, só criar saldo positivo;
* Dar um tempo para ele, pois precisa de momentos de descanso a essa “invasão”, mas nunca deixá-lo entregue ao isolamento;
* A hiperatividade melhora quando contida – dar tarefas;
* Os comportamentos compulsivos diminuem com as tarefas;
* As crises de birras não podem ser valorizadas;
* É preciso certificar-se de que a negatividade do autista não tem uma razão;
* Os autistas tem um limiar baixo para frustração – quanto mais ele se fechará em seus rituais e maneirismos;
* Quando toma medicação que interfere em seu comportamento, é importante registrar as alterações para subsídios ao médico;
* Todas as atividades terão de ser pacientemente ensinadas assim como o uso funcional dos brinquedos. Ele não simboliza e dificilmente vai saber que fazer com o brinquedo.
O TREINO DAS AVD’s
*   O estabelecimento de atos higiênicos são importantes para que consiga integrar-se até mesmo em sua casa;*   É necessário uma rotina diária, estruturada para que esses hábitos sejam assimilados e estabelecidos;*   O programa deve ser baseado em:
- Rotina
- Conservação
- Estruturação
* A rotina é importante para que ele saiba o que vai acontecer em seguida.* A estruturação dá consistência ao trabalho.
* Quando algumas aquisições forem alcançadas, precisamos conservá-las da reaplicação das mesmas em situações diferentes com pessoas diferentes;
* Deve ser ter um lugar bem estruturado, qualquer alteração pode provocar uma crise;
* Os locais devem ficar claros;* Quando chegar a escola deve ser recebida (inicialmente) pela mesma pessoa – Cumprimentando e chamando pelo nome;* A programação deve ter um ritmo constante, conter canto, atividades que valorizem a organização do comportamento,atividades para o desenvolvimento de habilidades, educação física e programação escolar compatível ao desenvolvimento. * Necessitam de atendimento individualizado mas, para que sejam estimulados precisam que participem de grupos;* Crianças deficientes bem comunicativas pode ser a melhor opção;* Estejam preparados para o retrocesso;* É importante espaço para a criatividade, aproveitando algumas iniciativas* Não podemos esquecer que apesar de todas as suas limitações os autistas podem ter habilidades tão raras e especiais que não poderíamos imaginar que tivessem!